O Espaços do desenho é uma associação sem fins lucrativos que tem como objectivo promover actividades no âmbito da prática e pensamento do desenho. Dentro da sua programação anual, o Espaços do Desenho contempla colaborações entre artistas e investigadores Portugueses e Internacionais; um ciclo de residências artísticas e exposições; um conjunto de tertúlias, conferências e debates; e diversas actividades dirigidas a públicos especializados e não especializados relacionadas com o desenho.
A SINGULARIDADE DO
MÚLTIPLO
Interferências - Mostra Pública de Arte: Desenho
Carlos Farinha // João Pedro Silva
Martinha Maia // Marta Wengorovius
Sara Yan // Susana Gaudêncio
Comissariado: Teresa Carneiro
3 de Janeiro – 31 de Março de 2012
Interferências - Mostra Pública de Arte: Desenho
Carlos Farinha // João Pedro Silva
Martinha Maia // Marta Wengorovius
Sara Yan // Susana Gaudêncio
Comissariado: Teresa Carneiro
3 de Janeiro – 31 de Março de 2012
PROGRAMA
Residência no Centro Português de Serigrafia
3 a 28 de Janeiro de 2012
Rua dos Industriais, 6, 1249-023 Lisboa (Santos), Mapa: http://g.co/maps/b33xv
Residência Aberta ao Público na Galeria Corrente d’Arte
16 a 28 de Janeiro de 2012, de segunda a sábado, das 13h às 19h
Av. D. Carlos I, 109, 1200-648 Lisboa (Santos), Mapa: http://g.co/maps/d29g9
Imagens das residências, exposição e inauguração
Inauguração/Apresentação dos projectos dos artistas
Galeria Corrente d’Arte
Quinta-feira, 9 de Fevereiro, às 18.30h
com a participação de Nuno Nabais
Exposição na Galeria Corrente d’Arte
16 de Janeiro a 29 de Fevereiro de 2012, de segunda a sábado, das 13h às 19h
Mostra de trabalhos nas carrugens do Metropolitano de Lisboa
5 – 19 de Março de 2012
Mostra de intervenções em ‘lugares perdidos’ nas estações do Metropolitano de Lisboa
5 – 31 de Março de 2012
A Singularidade do Múltiplo é um evento que decorre no âmbito do Interferências – Mostra Pública de Arte, organizado pela Associação Número Arte e Cultura em parceria com o Espaços do Desenho e desenvolvido em co-produção com o Centro Português de Serigrafia, a Galeria Corrente d’Arte e o Metropolitano de Lisboa. Durante este evento os artistas tiveram como ponto de partida a possibilidade de produzir uma série de múltiplos através dos processos de gravura e/ou serigrafia nas oficinas do Centro Português de Serigrafia e, a partir daí, explorar as possibilidades de singularidade de cada múltiplo através da intervenção directa ou indirecta em cada desenho. Este trabalho foi desenvolvido através de duas residências artísticas que decorreram em simultâneo no Centro Português de Serigrafia e na Galeria Corrente d’ Arte. As séries de desenhos produzidas pelos artistas estarão em exposição na Galeria Corrente d’Arte durante o mês de Fevereiro de 2012, e em Março de 2012 entrarão em circulação nas carruagens do Metropolitano de Lisboa, que para o efeito serão apropriadas como galerias para mostras individuais dos trabalhos de cada artista. Em simultâneo, também no mês de Março, estarão em exposição em ‘lugares perdidos’ nas estações do Metropolitano de Lisboa um conjunto de intervenções produzidas por cada um destes artistas.
“Para o Centro Português de Serigrafia a participação neste projecto faz todo o sentido. Há nele uma tripla sintonia com a linha instituída para o CPS: proximidade da obra de arte ao público fruidor; valorização do múltiplo de arte, reforçando a importância da sua singularidade e utilização do experiente Atelier CPS de serigrafia e gravura enquanto espaço criativo de partilha com os artistas.” João Prates, Centro Português de Serigrafia, http://www.cps.pt/
A SINGULARIDADE DO MÚLTIPLO
Sara Yan

Imagem de André Cunha e Silva
"Sara Yan apresenta um conjunto de subtis variações de traços, pontos,
linhas que fluem (assumindo a àgua como metáfora dessa impermanência) e
que se distinguem em pequenos movimentos que variam autonomamente,
enquanto ‘expõem’ múltiplas presenças que criam um tempo e espaço para
um lugar do desenho (ou do acto de desenhar) que não é mais do que
aquele que expõe o ‘estar’ de cada desenho. A exposição de cada
acto/tempo do desenho revela-se por um lado como possibilidade de
presença singular que tem no entanto origem num tempo e espaço evocados
pela necessária co-existência de pequenos movimentos (do desenho, da
vida?) que a todo o momento se distinguem e aproximam." TC
Imagens das residências, exposição e inauguração
Imagens das residências, exposição e inauguração
Martinha Maia

Imagem de André Cunha e Silva
"Martinha Maia propõe um conjunto de desenhos a que chama ‘caderno de
impressões’, que talvez se possam dizer intimistas pois abrem um espaço
de ‘liberdade sensível’ onde se investiga o sentir e o ouvir, de
desenho para desenho, pela artista, mas também por quem os experencia
enquanto observador. Em cada desenho e na multiplicidade da ‘série de
impressões’, este trabalho expõe um conjunto de possíveis variações
ínfimas, íntimas mas distintas que se criam a partir de um
posicionamento consciente e intencional da artista, que é assumido logo
de início numa co-existência com qualquer observador que na sua
singularidade é convidado a experienciar cada desenho, sentindo-o e
escutando-o." TC
Imagens das residências, exposição e inauguração
Imagens das residências, exposição e inauguração
Susana Gaudêncio

Imagem de André Cunha e Silva
"Susana Gaudêncio descreve este trabalho como um ‘conjunto de impressões
[onde] explora os princípios de sedimentação e transporte das formas.’ A
apropriação de iconografias já familiares ao seu trabalho revela desde
logo uma simultânea aproximação e distanciamento dessa origem (das
iconografias como ‘iconografias’ e das suas formas), que se evidencia
aqui como lugar de potência na produção desta série de desenhos. As
apropriações em trabalhos anteriores dos ‘originais’ dessas iconografias
pela artista e a série que aqui se desenvolve são sem dúvida distintos,
mas é nessa mesma distinção que se constitui uma relação de abertura
fulcral num tempo e espaço alargado, para além de um antes, um agora e
um depois, onde se reconfigura ‘de novo’, singularmente, cada
apropriação de (pré)apropriações dessas formas que a dado momento se
tornaram iconográficas. E cada vez que o acto de apropriação se repete
numa nova possibilidade (que se constitui a partir da própria artista),
cada repetição singular de uma (re)apropriação revela-se num movimento
de aproximação e afastamento dessas ressonâncias iconográfica, que cria
uma relação de abertura de um ‘espaço entre’ um espaço e um tempo
ampliados a novas ressonâncias do aqui e do agora, que nesse sentido
tanto se libertam como retornam às origens (pré)iconográficas." TC
Imagens das residências, exposição e inauguração
Imagens das residências, exposição e inauguração
João Pedro Silva

Imagem de André Cunha e Silva
"João Pedro Silva propõe uma série de desenhos intitulada ‘Ressonâncias’.
Partem de uma espécie de diálogo entre um objecto reconhecível como
rígido, e de fácil reprodução – segundo as nomeadas formas primordiais,
uma circunferência opaca, ou ponto - e elementos de expressão mais
livre, e de difícil reprodução – ‘reconhecíveis’ no desenho como linhas
ou traços de intervenção directa e/ou indirecta. Este ‘reconhecimento’
estabelece ressonâncias a partir do momento em que o artista articula
elementos que ecoam memórias e modos de representação específicos. Por
outro lado, a partir do tempo e espaço dos momentos históricos de
atribuição desses nomes e funções aos elementos, dá-se um alargamento
para um ‘espaço entre’ esse tempo e espaço, que o artista cria enquanto
estabelece de desenho para desenho uma abertura à possibilidade de
des-identificação dessas referências e possíveis tensões por elas
geradas, dando lugar à re-invenção de novas articulações, talvez por
vezes sem nome ou tensão. À medida que estes desenhos se des-multiplicam
em inúmeras possibilidades de combinações e articulações, a relação
entre eles torna-se mais livre, evidenciando ritmos e movimentos que
apelam a outras ressonâncias, possivelmente poéticas, musicais, etc." TC
Imagens das residências, exposição e inauguração
Imagens das residências, exposição e inauguração
Marta Wengorovius

Imagem de André Cunha e Silva
"Marta Wengorovius explora uma série de desenhos-gravura que, segunda a
artista, são ‘um quase monocromo escuro, que poderá sugerir a
obscuridade nocturna (…).’ Estes desenhos são realizados a partir de
variações cromáticas quase imperceptíveis, e acompanhados, cada qual, de
um texto-instrução propondo ao observador ‘uma relação particular com a
obra, consigo mesmo ou com o mundo’. Também estes textos se constituem a
partir de variações subtis entre cada instrução, múltiplas na sua
abertura ao infinito de possibilidades, singulares, no modo como propõem
ao observador uma pequena variação para um novo posicionamento de
relação com a obra, consigo e com o mundo.
Como um todo, a série constitui-se num conjunto de quase imperceptíveis nuances cromáticas e textuais que se abrem a um tempo e a um espaço de uma multiplicidade de possíveis relações cuja experiência de co-existência só pode no entanto ter lugar de desenho para desenho, de modo singular." TC
Imagens das residências, exposição e inauguração
Como um todo, a série constitui-se num conjunto de quase imperceptíveis nuances cromáticas e textuais que se abrem a um tempo e a um espaço de uma multiplicidade de possíveis relações cuja experiência de co-existência só pode no entanto ter lugar de desenho para desenho, de modo singular." TC
Imagens das residências, exposição e inauguração
Carlos Farinha

Imagem de André Cunha e Silva
"Carlos Farinha explora uma série de desenhos onde repete insistentemente
o mesmo conjunto de personagens dentro de uma carruagem do
metropolitano de lisboa, enfantizando umas vezes olhares, e de outras,
gestos e movimentos, como elementos particulares a cada personagem; de
outras vezes ainda é evocada a claustrofóbica presença de corpos
apertados num espaço aparentemente reduzido, apelando a uma empatia de
desconforto pela impossibilidade de um ‘estar’ mais livremente singular e
autónomo. A repetição e variações nos desenhos parece por isso ir para
além do simulacro, ou mesmo das imagens-espelho. A abordagem
intencionalmente kitsch aos desenhos é talvez o elemento promotor desse
distanciamento, resistindo à identificação de uma representação ou
recriação de um momento ou situação real de personagens no metro (num
determinado tempo e espaço). O kitsch revela-se por outro lado como
elemento de aproximação, já que a situação claramente ‘fictícia’ exposta
nos desenhos parece apelar para uma consciência de presença (real) de
um potencial observador no metro, no tempo-espaço particular ao seu
próprio trajecto, apelando ainda à sua co-presença com os outros
transeuntes do metro num tempo-espaço partilhado, ainda que somente numa
porção de tempo e espaço correspondentes a um limitado trajecto." TC
Imagens das residências, exposição e inaguração
Imagens das residências, exposição e inaguração
INTERFERÊNCIAS – MOSTRA PÚBLICA DE ARTE é uma intromissão no quotidiano da população dos centros urbanos. Pretende levar ao grande público arte contemporânea através da apropriação de espaços públicos / “não-lugares” e meios associados à comunicação de massas. Os seus eventos assumem, por isso, um carácter generalista, gratuito e massivo. http://www.interferencias.org/
Organização
Número – Arte e Cultura: http://www.interferencias.org/
Espaços do Desenho: www.drawingspaces.com
Co-produção
Metropolitano de Lisboa
Centro Português de Serigrafia: www.cps.pt
Galeria Corrente de Arte
Financiamento
Governo Português / Secretário de Estado da Cultura – DGArtes
Apoios
Força Motriz
Quinta da Aveleda/ Casal Garcia: www.facebook.com/casalgarcia
Parceiro de divulgação
Trienal Movimento Desenho 2012: www.trienalmovimento.org
Imagens
André Cunha e Silva: www.andresilvaphoto.com
Website: www.drawingspaces.weebly.com Email: drawingspaces@googlemail.com
Facebook: facebook.com/drawingspaces.espacosdodesenho
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